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domingo, 11 de fevereiro de 2018
sábado, 10 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Operação Anakonda 2016 - Segunda Transposição Improved Ribbon Bridge (IRB)


CHELMNO, POLÔNIA - Apenas alguns dias depois que as unidades de engenharia alemãs e britânicas construíram a ponte M3 de 350 metros, recorde, sobre o rio Vístula, perto de Chelmno, na Polônia, como parte do exercício Anakonda 2016 da OTAN, uma segunda travessia do rio ocorreu no mesma localização. Neste caso, uma Ponte Improved Ribbon Bridge (IRB), da General Dynamics European Land Systems (GDELS) foi construída por engenheiros de ponte EUA, alemães e holandeses.
O Exército dos EUA forneceu 200 metros de módulos de ponte Improved Ribbon Bridge (IRB), do total da ponte flutuante de 350 metros e foi operado por unidades de engenheiros dos EUA e alemão. A empresa holandesa de engenheiros forneceu a Standard Ribbon Bridge (SRB). Ambos os sistemas são totalmente interoperáveis e requerem as mesmas habilidades operacionais e procedimentos de construção de pontes.
O IRB pode ser usado como uma ponte flutuante de ou uma portada de vários módulos para veículos e equipamentos atravessar um curso de água. As equipes de ponte trabalharam umas com as outras, aprendendo como os procedimentos de construção de ponte são conduzidos por outros militares.
O exercício Anakonda 2016, realizado de 7 a 17 de junho, foi um exercício multinacional liderado por poloneses envolvendo mais de 31 mil participantes de mais de 20 nações.
Operação de Transposição de Rio - Anakonda 2016 (Europa)
O 130º Batalhão de Pontoneiros do Exército Alemão (PzPiBtl 130) e a unidade combinada da 23ª Engenharia do Exército Britânico operaram a ponte flutuante M3 mais longa construída para permitir que as forças da OTAN atravessassem o rio Vístula perto de Chełmno, na Polônia.
Foi construído como parte do exercício Anakonda 2016, um evento de treinamento multinacional liderado pelo comando operacional polonês com o apoio da US Army Europe (USAREUR). O exercício destina-se a fortalecer a cooperação militar, a coesão e a interoperabilidade entre a OTAN e os países parceiros.
Durante a Anakonda 2016, a ponte flutuante de 350 metros foi construída por (8) oito viaturas britânicas e (22) vinte e duas M3 alemães em apenas 35 minutos. Após a conclusão da montagem, os veículos das forças terrestres da OTAN participantes atravessaram a ponte. As unidades de engenharia alemãs e britânicas, localizadas em Minden, na Alemanha, são as únicas unidades da OTAN que operam o M3, um sistema de ponte / portada anfíbia.
A ponte M3 da General Dynamics European Land Systems (GDELS) fornece capacidade de passagem de vazão úmida para cargas úteis até MLC (Military Load Classification) 85 Tracked (T) / 132 Wheeled (W), incluindo os veículos de combate mais pesados da OTAN, os principais tanques de batalhas Leopard 2 , M1A2 Abrams e Challenger 2.
Conforme relatado por Defense News, o tenente-general Ben Hodges, o comandante do Exército dos EUA, que andou em um veículo Stryker que atravessava a ponte final, disse: "Esta é a melhor ponte que já vi na minha vida. tem um maravilhoso exemplo de interoperabilidade. Este é um ótimo exemplo de um aliado que oferece a capacidade que todos precisam ".
A ponte M3 de GDELS é uma capacidade única nos exércitos alemães e britânicos e também na OTAN.Durante muitos exercícios internacionais nos últimos meses, a unidade M3 alemã foi convocada para apoiar outras nações com a ponte.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Exército Brasileiro está adquirindo uma Portada Improved Ribbon Bridge
A Engenharia do Exército Brasileiro está adquirindo uma Portada do Modelo Improved Ribbon Bridge (IRB), fabricada pela General Dynamics European Land Systems.
Trata-se de um equipamento militar de transposição descontínua, com capacidade para transpor viaturas sobre lagartas (esteira) com Classe Militar 80 (MLC 80) e para viaturas sobre rodas com Classe Militar 96 (MLC 96).
Sua composição inicial consta de 5 (cinco) módulos, sendo dois módulos de rampa e três módulos interiores.
O referido meio de transposição tem capacidade de transpor qualquer viatura ou composição existente atualmente no Exército Brasileiro, blindado ou mecanizado.
A Portada IRB será destinada a um Batalhão de Engenharia de Combate, onde irá aumentar, consideravelmente, a capacidade de transposição de cursos dágua e brechas do Exército Brasileiro.
Sua composição inicial consta de 5 (cinco) módulos, sendo dois módulos de rampa e três módulos interiores.
O referido meio de transposição tem capacidade de transpor qualquer viatura ou composição existente atualmente no Exército Brasileiro, blindado ou mecanizado.
A Portada IRB será destinada a um Batalhão de Engenharia de Combate, onde irá aumentar, consideravelmente, a capacidade de transposição de cursos dágua e brechas do Exército Brasileiro.
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
FEIXE DE TUBOS PIPE FASCINE
1. INTRODUÇÃO
Durante
o desenvolvimento das operações de combate, é normal a presença de obstáculos
naturais e artificiais (construídos pelo homem), que possuem a característica
principal de dificultar, retardar e mesmo impedir o movimento e o avanço das
tropas blindadas.
Os
principais obstáculos naturais encontrados são valas de irrigação, taludes
naturais e córregos com profundidade (altura) aproximada de até dois metros e
largura aproximada de três metros. Os principais obstáculos artificiais são
fossos anti-carro com profundidade (altura) e largura que impeçam a
transposição por viaturas blindadas.
Para
a transposição destes obstáculos naturais e artificiais se torna necessário a
utilização de artifícios da pontagem militar, entre eles as pontes de pequenas
brechas e os feixes de tubo Pipe Fascine (Pipe Fascine).
As pontes de pequenas brechas, por ser um recurso de alto custo, normalmente são utilizadas para vãos maiores que dez metros. Para vão menores que dez metros, para viaturas blindadas, podem ser utilizados os feixes de tubo Pipe Fascine, recurso mais econômico, eficiente e versátil.
2. HISTÓRICO
a.
Romanos
Durante o Período Romano, feixes de arbustos
ou feixes de vime eram enrolados e amarrados, sendo utilizados pelas tropas romanas
para transpor pequenos obstáculos, tais como córregos e valas de irrigação. Tal
recurso foi posteriormente utilizado pelos engenheiros militares de outros
exércitos.
b.
Primeira Guerra Mundial
Durante
a Primeira Guerra Mundial (I GM) os feixes de arbustos foram enrolados e
amarrados, tais como os romanos faziam. Tal invenção permitiu a travessia de
trincheiras e fossos pelos soldados ingleses. Como o peso dos tanques era de
aproximadamente trinta toneladas, o feixe de arbustos (fascine) atendia
perfeitamente as necessidades das forças blindadas.
Também
durante a Primeira Guerra Mundial os blindados transportavam berços, que
simulavam um pequeno cavalete. Este dispositivo permitia a travessia da viatura
blindada sobre um vão curto (Short Gap).
c.
Segunda Guerra Mundial
Durante
a Segunda Guerra Mundial (II GM) o uso de fascines continuou como um
dispositivo de passagem de vãos curtos. Os fascines eram lançados a partir do
carro de combate Churchill AVRE, carro blindado de Engenharia, de
aproximadamente quarenta toneladas. A grande diferença é que o fascine passou a
ser constituído de feixes de madeira, os quais teriam uma capacidade de suporte
superior para veículos blindados.
d. Pós Segunda Guerra Mundial
d. Pós Segunda Guerra Mundial
Após a Segunda Guerra Mundial, os ingleses desenvolveram, a partir
de 1980, os tubos de feixe Pipe Fascine. São estruturas metálicas, ocas, que
permitem a passagem de água por seu interior, permitindo que os dispositivos
não flutuassem, como era normal ocorrer com feixes de arbustos, vime ou
madeira.
Estes dispositivos asseguraram as tropas blindadas inglesas, durante
o período da Guerra Fria, a mobilidade necessária para superar os obstáculos
presentes em pequenos rios, canais, valas de drenagem, córregos e bueiros.
3. DESENVOLVIMENTO
a. Concepção Geral
Os equipamentos foram adaptados em blindados com capacidade de serem
utilizados rapidamente em pequenos vãos em operações de assalto. Os primeiros
testes foram executados pelo Exército Britânico em Cristchurch, utilizando
tubos de plásticos de alta densidade. Ao longo do tempo foram testados uma
série de protótipos para o desenvolvimento de uma solução operacional. A parte
dianteira do blindado foi adaptada com a adição de um berço basculante para
transportar o fascine.
Os ensaios serviram para uma série de lançamentos de teste em vários
locais. Era necessário encontrar o número ideal de tubos e a tensão correta da
corrente, para garantir um lançamento preciso e rápido.
A técnica consiste no lançamento com certa velocidade, parada busca
do blindado, detonação dos parafusos explosivos que mantém a amarração da carga
e, por inércia, deslocamento do feixe de tubos diretamente para o vão. Todo
este processo dura menos que um minuto.
Ao longo de vários meses os testes foram executados e considerou-se
que um veículo blindado, exceto o veículo de engenharia especializado, pode
transportar e lançar até dois fascines. O fascine foi aceito em serviço no
Exército Britânico e utilizado com sucesso em missões operacionais e não
operacionais. Ele foi utilizado com êxito em combate, pela primeira vez,
durante a Primeira Guerra do Golfo, no Iraque, para transpor pequenas valas
usando o veículo Blindado Chieftain AVRE.
Existem dois modelos distintos: o Mini Pipe Fascine e o Maxi Pipe
Fascine.
b. Mini Pipe Fascine
1)
Peso
210 Kg .
2)
Largura:
4,60 m .
3)
Diâmetro
aproximado: 0,55 m .
4)
Utilização:
blindados leves.
5)
Fabricante:
Pearson Engineering.
c.
Maxi Pipe Fascine
1)
Peso
2500 Kg .
2)
Largura:
4,60 m .
3)
Diâmetro
aproximado: 2,20 m .
4)
Utilização:
blindados médios e pesados.
5)
Fabricante:
Pearson Engineering.
6)
Possibilidade
de transposição: vão de 5,0
metros com um fascine.
7) Nomenclatura: Short
Gap Crossing System – Heavy (SGCS-H).
8)
Sistema
simples e altamente eficaz.
9)
Pode
transportar uma ou duas faxinas, individualmente ou em conjunto.
10)
Lançamento
rápido e capacidade de recuperação.
11)
Adapta-se
a diferentes perfis de vão.
12)
Pode
ser utilizado em situações húmidas ou secas.
13)
Funcionamento:
a) Dois cilindros de elevação hidráulica são usados
para implantar e retrair a plataforma de lançamento e para controlar o
mecanismo de liberação do fascine.
b) Estas funções são controladas a partir de
uma unidade de controle multiuso (MCU) montado dentro do alcance fácil do
condutor do veículo.
c) A plataforma de lançamento é concebida
para assegurar o centro de gravidade do sistema está na posição ideal para o
veículo durante o transporte e também para orientar os fascines para limpar
qualquer equipamento especial que pode ser montado na parte frontal do veículo.
d) Para carregar fascines a Engenharia
utiliza o braço manipulador da máquina escavadora Pearson (EMA). Um fascine extra
pode ser transportado.
4. BIBLIOGRAFIA
CHAVRE. https://www.youtube.com/watch?v=NfGtQOdaxpY
Acesso disponível em 15 Jun 16.
CHIEFTAIN AVRE WITH PIPE FASCINE. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Chieftain_AVRE_with_pipe_fascine.jpg Acesso disponível em 15 Jun 16.
FASCINE. http://www.thinkdefence.co.uk/2011/12/uk-military-bridging-equipment-assault-bridging/
Acesso disponível em 15 Jun 16.
FASCINE. https://en.wikipedia.org/wiki/Fascine
Acesso disponível em 15 Jun
MINI PIPE FASCINE. http://www.altrus.com.sg/ShortGapCrossing.htm
Acesso disponível em 15 Jun
MINI PIPE FASCINE. http://www.neatescale.co.uk/warrior.html#
Acesso disponível em 15 Jun 16.
PEARSON EGINEERING. http://www.pearson-eng.com/products/short-gap-crossing-system/short-gap-crossing-system-h/
Acesso disponível em 15 Jun 16.
Artigo do Cel Eng Paulo Cesar de PAOLI
Atualização em 28 de julho de 2017.
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
quinta-feira, 6 de julho de 2017
sexta-feira, 30 de junho de 2017
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